terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
Lá ando eu com a mania das "Breves"...:)
sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
O Paraíso ficou mais triste e pobre...
Ontem foi um dia, não, uma noite triste… Minutos depois de publicar o post recebi o telefonema já aguardado. A Dª M.J. partiu, deixou-nos para sempre, contudo ficará no nosso coração e memória.
Tal como disse ontem, conhecemo-nos recentemente, mas existiu uma aproximação e empatia imediata. Recordo muitas vezes quando ela me dizia que o netinho só falava de mim em casa, que tinha sido paixão à primeira vista. E foi, o Z. tem apenas três anos e era a primeira vez no jardim infantil, ligou-se de tal forma a mim que para comer era comigo, para ir à casa de banho também. Eu, que adoro crianças “apaixonei-me” por ele, aliás por todos, mas ele fazia-me e faz lembrar o meu Filipe com a mesma idade.
Fomo-nos conhecendo, partilhando conversas e ela dizia-me muitas vezes que eu só podia ser boa pessoa, pois as crianças sentem isso… Fiquei contente e ao mesmo tempo atrapalhada, era a primeira vez que alguém me dizia que uma criança passava o tempo todo a falar de mim. Já debilitada pela doença, já com sérias dificuldades em falar, mas sempre muito corajosa e com vontade de viver e lutar. Foi assim que a vi pela última vez, há cerca de cinco semanas atrás. Tornei-me mais próxima do marido e da filha, vieram ao aniversário do Filipe e começamos a estar mais vezes juntos. Nunca a visitei no hospital, achei sempre que esse era o momento para a família mais directa. Também é verdade que prefiro guardar a imagem da pessoa em vida e não em estado terminal. Sofreu muito, mas ontem por volta das 22horas partiu em paz, serenamente e sem dor.
Hoje o Paraíso era uma vila triste, chorosa e mais silenciosa, mas no jardim oferecemos sorrisos e muita brincadeira aos meninos, o Z.(neto) não sabe, é muito pequenino. A seu tempo saberá…
Mas uma verdade é que o Paraíso hoje ficou mais pobre.
Tal como disse ontem, conhecemo-nos recentemente, mas existiu uma aproximação e empatia imediata. Recordo muitas vezes quando ela me dizia que o netinho só falava de mim em casa, que tinha sido paixão à primeira vista. E foi, o Z. tem apenas três anos e era a primeira vez no jardim infantil, ligou-se de tal forma a mim que para comer era comigo, para ir à casa de banho também. Eu, que adoro crianças “apaixonei-me” por ele, aliás por todos, mas ele fazia-me e faz lembrar o meu Filipe com a mesma idade.
Fomo-nos conhecendo, partilhando conversas e ela dizia-me muitas vezes que eu só podia ser boa pessoa, pois as crianças sentem isso… Fiquei contente e ao mesmo tempo atrapalhada, era a primeira vez que alguém me dizia que uma criança passava o tempo todo a falar de mim. Já debilitada pela doença, já com sérias dificuldades em falar, mas sempre muito corajosa e com vontade de viver e lutar. Foi assim que a vi pela última vez, há cerca de cinco semanas atrás. Tornei-me mais próxima do marido e da filha, vieram ao aniversário do Filipe e começamos a estar mais vezes juntos. Nunca a visitei no hospital, achei sempre que esse era o momento para a família mais directa. Também é verdade que prefiro guardar a imagem da pessoa em vida e não em estado terminal. Sofreu muito, mas ontem por volta das 22horas partiu em paz, serenamente e sem dor.
Hoje o Paraíso era uma vila triste, chorosa e mais silenciosa, mas no jardim oferecemos sorrisos e muita brincadeira aos meninos, o Z.(neto) não sabe, é muito pequenino. A seu tempo saberá…
Mas uma verdade é que o Paraíso hoje ficou mais pobre.
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Mais uns dias e algo para partilhar
Mais uma pausa, mais uns dias que aqui não vim, e mais umas visitas que não vos fiz… E mais uma vez vos peço desculpa.
Atarefada, a tal “falta” de tempo, ou uma má gestão do meu suposto tempo livre. Depois também vieram os feriados, arrumações cá em casa e os inevitáveis preparativos para o Natal que se aproxima a passos largos.
No Domingo fomos almoçar com o nosso amigo L., fazemos sempre um almoço de Natal por esta altura. Foi muito agradável, numa quinta aqui perto, mas o tempo não convidava a passeios e viemos para casa, afinal tínhamos muita conversa para por em dia. Ainda com o L. cá em casa fomos buscar a árvore e os enfeites para colocar na sala. O dia passou rápido, parece que fica sempre algo por contar…
Na terça fui com o Filipe à procura de musgo, aqui na terriola não se vende, é campo, apanha-se… E à conta do musgo ainda fiz figura de tontinha, estava a beber o meu café lá no paraíso e perguntei onde podia comprar musgo, parou tudo a olhar para mim… Ui, disse um disparate???
Ok, peço desculpa, vim de Lisboa e é normal que se venda musgo nas floristas…
Há anos que não fazemos presépio, por razões que não vou aqui explicar, mas este ano inspirada pelas crianças e pelo desafio colocado aos pais dos meninos do jardim, fiz um com materiais recicláveis. Não é para me gabar, mas está original. Claro que depois tiro uma foto para verem.
Mas estes dias têm sido estranhos, o Filipe tem andado desanimado com a matemática e começou as explicações, parece que está a correr bem, vamos ver como lhe corre o teste amanhã. Eu tenho dormido mal, acordo muito cedo, milhões de pensamentos fazem-me despertar. Para dizer a verdade já nem sei o que é, talvez me preocupe demasiado com o que acontece à minha volta, mas é algo que nem sempre controlo, se calhar a minha sensibilidade assim o dita. Mas esta é também uma oportunidade para homenagear alguém, para lembrar que há grandes seres humanos, bondosos e especiais. Sei que já não vou ver essa pessoa, e apesar de nos termos conhecido há relativamente pouco tempo, fica a lembrança, o carinho e a empatia imediata que existiu. Tudo começou com uma troca de palavras ao passar pelo café, depois começamos a conversar mais e mais, partilhamos alguns pensamentos ideias e até experiências pessoais. Sabia que aquela pessoa estava doente, depois veio o dia em que foi hospitalizada, ainda veio a esperança, mas de repente tudo mudou e no espaço de dois dias… Parece que tudo se desmoronou, não sei se esta será a ultima noite, mas sei que está prestes a partir.
Tenho estado diariamente com o marido e a filha, o menino pequenino é um dos meus fofinhos lá do jardim, estiveram cá em casa na terça, conversamos e ainda tive a ajuda do Z. (o pequenino lindo) para alegrar o presente que estou a preparar para eles.
A eles só posso oferecer a minha amizade, compreensão e atenção, de facto não existem palavras nestas situações.
Algo nos uniu no início, e mais uma vez algo nos une agora, ainda que triste e doloroso. Hoje chorei sim, disse-lhes o quanto gosto deles, mas nada apagará a dor.
Agora as horas são… Não sei explicar… Esperar, talvez…
Atarefada, a tal “falta” de tempo, ou uma má gestão do meu suposto tempo livre. Depois também vieram os feriados, arrumações cá em casa e os inevitáveis preparativos para o Natal que se aproxima a passos largos.
No Domingo fomos almoçar com o nosso amigo L., fazemos sempre um almoço de Natal por esta altura. Foi muito agradável, numa quinta aqui perto, mas o tempo não convidava a passeios e viemos para casa, afinal tínhamos muita conversa para por em dia. Ainda com o L. cá em casa fomos buscar a árvore e os enfeites para colocar na sala. O dia passou rápido, parece que fica sempre algo por contar…
Na terça fui com o Filipe à procura de musgo, aqui na terriola não se vende, é campo, apanha-se… E à conta do musgo ainda fiz figura de tontinha, estava a beber o meu café lá no paraíso e perguntei onde podia comprar musgo, parou tudo a olhar para mim… Ui, disse um disparate???
Ok, peço desculpa, vim de Lisboa e é normal que se venda musgo nas floristas…
Há anos que não fazemos presépio, por razões que não vou aqui explicar, mas este ano inspirada pelas crianças e pelo desafio colocado aos pais dos meninos do jardim, fiz um com materiais recicláveis. Não é para me gabar, mas está original. Claro que depois tiro uma foto para verem.
Mas estes dias têm sido estranhos, o Filipe tem andado desanimado com a matemática e começou as explicações, parece que está a correr bem, vamos ver como lhe corre o teste amanhã. Eu tenho dormido mal, acordo muito cedo, milhões de pensamentos fazem-me despertar. Para dizer a verdade já nem sei o que é, talvez me preocupe demasiado com o que acontece à minha volta, mas é algo que nem sempre controlo, se calhar a minha sensibilidade assim o dita. Mas esta é também uma oportunidade para homenagear alguém, para lembrar que há grandes seres humanos, bondosos e especiais. Sei que já não vou ver essa pessoa, e apesar de nos termos conhecido há relativamente pouco tempo, fica a lembrança, o carinho e a empatia imediata que existiu. Tudo começou com uma troca de palavras ao passar pelo café, depois começamos a conversar mais e mais, partilhamos alguns pensamentos ideias e até experiências pessoais. Sabia que aquela pessoa estava doente, depois veio o dia em que foi hospitalizada, ainda veio a esperança, mas de repente tudo mudou e no espaço de dois dias… Parece que tudo se desmoronou, não sei se esta será a ultima noite, mas sei que está prestes a partir.
Tenho estado diariamente com o marido e a filha, o menino pequenino é um dos meus fofinhos lá do jardim, estiveram cá em casa na terça, conversamos e ainda tive a ajuda do Z. (o pequenino lindo) para alegrar o presente que estou a preparar para eles.
A eles só posso oferecer a minha amizade, compreensão e atenção, de facto não existem palavras nestas situações.
Algo nos uniu no início, e mais uma vez algo nos une agora, ainda que triste e doloroso. Hoje chorei sim, disse-lhes o quanto gosto deles, mas nada apagará a dor.
Agora as horas são… Não sei explicar… Esperar, talvez…
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Mais umas breves...
Obrigada amigo Fernando:)
O título foi ideia minha por causa duma brincadeira à hora de almoço com a sopa. Alguém perguntou: “A sopa é de quê?” e eu que sou mais criancinha que eles respondi: “ De barbatana de tubarão. E se não comerem a barbatana salta da tigela e vem fazer-vos cócegas no nariz….”
Por isso a história deles é : "A barbatana perdida".
terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
O fim-de-semana e outras coisinhas...
Este foi um daqueles fins-de-semana mesmo bons para não por o pezinho na rua. Aqui na terrinha esteve um tempinho bom para ficar em casa, nevoeiro, frio, chuva até mais não… Bem, houve momentos em que pensei, será de noite?!
Descansei, que bem precisava, aproveitei para fazer algumas tarefas domésticas, não muito para não me cansar.
O tal almocito ou saída acabou por não acontecer, com tanta chuva e frio não tinha piada mesmo.
Basicamente estivemos no quentinho, o Filipe estudou, anda atrapalhado com a matemática e na sexta começou a ter explicações. O rapaz quer seguir engenharia e teve o azar de ter um professor que nada ajuda (não explica nada e ainda diz orgulhosamente que os vai chumbar a todos…).
Ainda por cima o meu menino é bom aluno, até recebeu o prémio de mérito referente ao ano anterior (10º ano) por ter média acima dos 14 valores. A semana passada fomos à escola buscar o primeiro cheque, grande orgulho para todos e um grande incentivo para ele.
No Sábado ainda fui à rua comprar umas tintas e umas peças em madeira para pintar e oferecer no Natal, e uma outra coisa (que não posso dizer) para fazer com um menino lá do jardim, para dar à família.
Digo aqui muitas vezes que não tenho tempo, que ando sempre ocupado, é verdade, para além do trabalho e da vidinha doméstica que é “obrigatória”, tenho outras ocupações (minhas), às vezes invento uns modelitos e outras coisitas…
Já fiz um vestido e dois casacos, e tenho mais dois vestidos por terminar. Também fiz um cachecol e já estou a fazer outro, mas atenção, são modelos inventados por mim e se calhar pouco “normais” ou convencionais… Ideias minhas.
Um dia destes tiro fotos do que já está pronto para todos verem onde e com o que me ocupo.
Hoje deixo umas palavras bonitas dos meninos do jardim… Maravilhosas:
- Desanimados – Desenhos animados
- Verbulhas – Borbulhas
- Cebrobo – Cérebro
- Cableiro – Cabeleireiro
- Istumentô – Instrumento
- Skatô – Skate
- Ritarra – Guitarra
- Profido – Preferido
- Puzou – Puzzle
- Afentau – Avental
- Boo de chocoate – Bolo de chocolate
- Aviãos – aviões
Boa semana a todos… Beijosssssssss
Descansei, que bem precisava, aproveitei para fazer algumas tarefas domésticas, não muito para não me cansar.
O tal almocito ou saída acabou por não acontecer, com tanta chuva e frio não tinha piada mesmo.
Basicamente estivemos no quentinho, o Filipe estudou, anda atrapalhado com a matemática e na sexta começou a ter explicações. O rapaz quer seguir engenharia e teve o azar de ter um professor que nada ajuda (não explica nada e ainda diz orgulhosamente que os vai chumbar a todos…).
Ainda por cima o meu menino é bom aluno, até recebeu o prémio de mérito referente ao ano anterior (10º ano) por ter média acima dos 14 valores. A semana passada fomos à escola buscar o primeiro cheque, grande orgulho para todos e um grande incentivo para ele.
No Sábado ainda fui à rua comprar umas tintas e umas peças em madeira para pintar e oferecer no Natal, e uma outra coisa (que não posso dizer) para fazer com um menino lá do jardim, para dar à família.
Digo aqui muitas vezes que não tenho tempo, que ando sempre ocupado, é verdade, para além do trabalho e da vidinha doméstica que é “obrigatória”, tenho outras ocupações (minhas), às vezes invento uns modelitos e outras coisitas…
Já fiz um vestido e dois casacos, e tenho mais dois vestidos por terminar. Também fiz um cachecol e já estou a fazer outro, mas atenção, são modelos inventados por mim e se calhar pouco “normais” ou convencionais… Ideias minhas.
Um dia destes tiro fotos do que já está pronto para todos verem onde e com o que me ocupo.
Hoje deixo umas palavras bonitas dos meninos do jardim… Maravilhosas:
- Desanimados – Desenhos animados
- Verbulhas – Borbulhas
- Cebrobo – Cérebro
- Cableiro – Cabeleireiro
- Istumentô – Instrumento
- Skatô – Skate
- Ritarra – Guitarra
- Profido – Preferido
- Puzou – Puzzle
- Afentau – Avental
- Boo de chocoate – Bolo de chocolate
- Aviãos – aviões
Boa semana a todos… Beijosssssssss
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