segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Triste...


Triste, pensativa e com uma estranha sensação de impotência. Gostava de ajudar, ser útil… Mas perante a doença não há muito a fazer, a não ser os profissionais.
Uma família que conheço está a viver um momento doloroso, e eu apenas lhes posso oferecer a minha atenção e carinho, amizade e alguma disponibilidade dentro daquilo que me é possível.
Tudo isto me fez pensar como a vida é frágil, como devemos mostrar e dizer o que sentimos a quem amamos.
Liguei para a minha mãe e disse-lhe o quanto eles (meus pais) são importantes para mim, que os amo… Chorei, e a minha mãe disse: “Nós sentimos o teu amor, não precisas de dizer…”
A essa família já fiz questão de dizer que podem contar comigo e a eles desejo que tudo corra pelo melhor, ainda que tenham de sentir esta imensa dor. A “maldita” doença surgiu e é verdadeiramente penosa, vivi algo semelhante há 5 anos atrás…
É como se algo me tivesse acordado, despertado para a importância do que é viver cada dia como se fosse o ultimo.
Para eles, a paz, luz e muita força para esta fase difícil…

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Kidzania e brincadeiras no Jardim:)

Kidzania, dia 5/11/09, cansativo, mas um dia maravilhoso. Vale a pena:)
Servi de "cobaia" para as pequenas, futuras cabeleireiras... Ai os meus cabelos...

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Aqui está parte do que tenho para contar:)


Os dias têm começado assim, escuros e com nevoeiro... É o campo, este Ribatejo lindo!


Como já tenho dado a entender, sou muito curiosa e sedenta de conhecimento, da história e apreciadora de locais perdidos, mas com muito para contar.
Falar com os habitantes locais, os mais idosos, é uma boa forma de conhecimento. Há uns tempos deixei aqui fotos de uma quinta abandonada, lindíssima, que descobri, chama-se Quinta do Mor. Procurei informação junto da biblioteca local, Junta de Freguesia e Museu, em resposta nada, ou por não saberem, ou talvez por não quererem.
Agora que estou a trabalhar nesta terra de nome paradisíaco tenho conversado com algumas pessoas que lá viveram (filhos de empregados) muito disponíveis a dar-me informação e contarem as suas histórias carregadas de emoção e saudosismo.
Também por aqui há história, esta pequena vila era local onde um rei passava férias e onde um navegador veio mostrar os seus feitos e oferecer os seus préstimos.
Já combinei com algumas pessoas, vou trazer o meu caderno e começar a tomar nota das histórias e daquilo que é mais relevante.
A amabilidade e simpatia têm sido extraordinárias.
Quanto aos meninos e meninas são adoráveis e já me “apaixonei” tanto que às vezes sinto a falta deles.
Se algum está triste ou há algum problema fico a pensar, quero ajudar e mimar. Infelizmente todos nós sabemos que há meninos menos mimados, muitas vezes até negligenciados pelas famílias.
Mas para mim as crianças devem ser mimadas, bem tratadas e ensinadas. Nunca deveriam sofrer ou ser ignoradas.
O meu colinho está sempre disponível, mas quando fazem traquinices também há lugar a ralhete.
Brincadeiras… Muitas.
Já dei presentinhos, às meninas (batons, como elas pediram) e aos meninos também (uns joguinhos e umas carteirinhas). São só 14, mas todos lindos e doces, cada um diferente do outro.
Há hora de almoço, depois de comerem, conversamos, vemos livros e cantamos.
Tenho aprendido muito com esta minha nova experiência e sinceramente nunca imaginei ser capaz. Desconhecia este meu lado, ou jeito… Se é que o tenho.
Bem, a avaliar pelas palavras dos pais e dos pequenitos, parece que sim.
Às vezes fico com um sorriso daqueles quando um começa a dizer:”Gosto muito, muito de ti…” e vêm os outros a acrescentar mais “muitos”, quando querem estar todos sentados ao pé de mim e me pedem colo.
Os abraços e beijocas à saída são deliciosos, às vezes tão fortes que quase caio ao chão.
Encantada e rendida, é como estou.
Ah… Para terminar, um grande obrigado pelo comentário da professora Xana, para mim é também uma alegria e prazer trabalhar com uma pessoa tão vocacionada e dedicada às crianças.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Tenho tanto para vos contar... Mas hoje, apenas imagens:)

Na minha hora de almoço... É uma alegria passar o dia com 14 meninos/as doces e lindos, a "recompensa" são as palavras dos pais e deles, os abraços e beijinhos que me dão todos os dias.
O meu Poirot encontrou um novo lugar para dormir:)... A tábua de passar a ferro e a capa como mantinha...

Este imenso céu azul, lindo e especial que vejo do recreio do Jardim Infantil!

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

De volta?!?!

O meu menino em dia de festa... 16 Anos:) Esta paisagem maravilhosa da terrinha onde trabalho.
Não desapareci, nem fui levada pela chuva, muito menos hibernei… Tenho andado cansada, “atacada” pelas minhas alergias e com muito trabalho.
Há uma colega que está doente e o trabalho duplicou, o que significa que chego a casa exausta. Nem tenho tido tempo para ligar o computador, actualizar este meu espacinho e visitar-vos.
Quanto às minhas alergias, ando que nem posso, nariz tapado e quase todos os dias rouca, ao final do dia quase sem voz… Já nem sei o que fazer.
Com isto tudo cá vou andando, trabalhar numa terra de nome paradisíaco, à hora de almoço ir beber café a um sítio com nome de “escondido” e claro está passar o dia com os “meus” queridos meninos que me alegram verdadeiramente.
O meu menino lindo fez 16 aninhos no dia 21, e Sábado foi a festa com a família lá em casa. Muito trabalho, fazer comidinha e arrumar a casa.
Os dias têm passado a correr, digo a mim mesma: “É hoje que vou actualizar as minhas histórias do dia-a-dia…”
Mas não, nunca sobra tempo, é chegar a casa e tratar dos assuntos domésticos e da casa.
As minhas duas horas de almoço (quando as tenho) são dedicadas à leitura, já terminei o livro que estava a ler e recomecei outro que tinha deixado a meio. Por aqui já descobriram o meu vício e já me dizem: “Lá vai ela para a leitura, vais precisar de muitos livros…”
Pois é, uma pessoa tem de ocupar o tempo com algo construtivo e do nosso gosto.
Hoje, vou ficar por cá até mais tarde, o meu filho conheceu uma menina no Facebook que vive aqui nesta terrinha e vem visita-la, parece que querem formar uma banda… Vamos ver.
Vou tentar fazer-vos as devidas visitas à hora de almoço, quer dizer, vou tentar… Anda tudo doente por aqui, são os meninos e as colegas.
Uma excelente semana para todos, de preferência sem gripes e constipações…

sábado, 3 de Outubro de 2009

Presentes dos "meus" meninos... e a paisagem do meu local de trabalho de nome sugestivo...

Presentes carinhosos e que me deixam feliz:) A paisagem do recreio do jardim infantil...

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Votar


Votar é daqueles momentos que me divertem, sobretudo aqui no campo. Não vou falar da parte politica, pois esse não é o meu género nem tenho jeitinho nenhum para isso. Na realidade, a maioria das vezes faço parte do número elevado de abstencionistas, mas agora deixei-me disso e tenho ido sempre votar.
O Domingo na terrinha é sempre um dia “especial”, como sempre digo é dia de tomar banho, vestir o fato domingueiro e ir à missa. E este último ainda teve eleições, um belo momento para o “povo” se juntar e conviver…
Sim, porque à porta da escola há sempre uns grupos em alegre cavaqueira.
Vou naquelas horas em que há mais probabilidade de haver pouca gente, a hora de almoço é o ideal, detesto a confusão e a barulheira que fazem dentro e fora da escola, piores que as criancinhas que lá andam a semana toda.
Lá me dirigi à sala onde tinha de exercer o meu direito, acompanhada dos meus pais e reparo que é tudo “ao monte e fé em Deus”… O normal é estarem duas pessoas de cada vez para evitar confusões… Mas não, e no meio daquela confusão o presidente da mesa de voto colocou na urna o bi, cartão de eleitor e voto de uma pessoa…
Lindo!
A “pequenita” que estava ao lado dele (também na mesa) fez a brilhante sugestão de abrir a urna e tirar os documentos… Ups, disparate!!!
Ficamos todos a olhar para ela, “Oh menina, então não sabe que a caixinha está selada e só pode ser aberta no final para a contagem de votos???”
Ela lá percebeu o disparate e calou-se. Houve um momento de silêncio como se esperassem por uma ideia brilhante… A única possível surgiu, depois de finalizada a contagem, a senhora poderia ir então buscar os ditos documentos.
A minha mãe educadamente, sugeriu que entrassem apenas duas pessoas de cada vez, como é normal, para evitar este tipo de situações. Afinal já estavam quatro pessoas na sala para votar e uma ainda entrou disparada e passou à frente de quem estava à porta à espera.
Perguntei à moçoila se não tinha visto os que já lá estavam, em resposta disse:”Ah… não sabia que estavam à espera….”
Claro, os “tontinhos” em fila à porta estavam a “concorrer para armários”…
Enfim, votei e “corri” dali para fora… Casa, era mesmo o destino. Nestes dias não gosto mesmo nada de andar na rua, prefiro o sossego do meu cantinho. O meu Filipe que gosta imenso de debates políticos e discutir o assunto (não sei de onde veio esta paixão…) já tinha enviado uma mensagem para eu votar e outra à minha mãe a pedir para me “obrigarem” a ir… Entusiasmado o menino. E claro que sei de onde vem a dita paixão, da avó que está sempre informada e atenta.
Depois… Bem, depois esperei que ele chegasse do pai, e quando chegou vinha uma lástima… Todo magoado, teve um acidente de bicicleta, caiu e vinha com as palmas das mãos, o joelho, barriga e perna todos esfolados. Até me arrepiei.
Para tomar banho precisou de ajuda para o cabelo e costas, nem conseguia mexer as mãos, lá o tratei, mas ainda está todo dorido.